quarta-feira, 30 de abril de 2008

Mais um dia em vão no jogo em que ninguém ganhou
Dá mais cartas, baixa a luz e vem esquecer o amor
És tu quem quer
Sou eu quem não quer ver que tudo é tão maior
Aqui está frio demais pra apostar em mim
Vê que a noite pode ser tão pouco como nós
Neste quarto o tempo é medo e medo faz-nos sós
És tu quem quer
Mas eu só sei ver que o tempo já passou e eu fugi
Que aqui está frio demais pra me sentir... mas queres ficar?
Tudo o que é meu
É tudo o que eu
Não sei largar
Queres levar
Tudo o que é meu
E tudo o que eu
Não sei largar
Vem rasgar o escuro desta chuva que sujou
Vem que a água vai lavar o que me dói
Vem que nem o último a cair vai perder
Tudo o que é meu
É tudo o que eu
Não sei largar
Queres levar
Tudo o que é meu
E tudo o que eu
Não sei largar
Vem rasgar o escuro desta chuva que sujou
Vem que a água vai lavar o que me dói
Vem que nem o último a cair vai perder
Não... vai perder...
Tiago Bettencourt - O jogo
Não te esqueças que tens 500 gr de abraços,
250 gr de piadas e 100 gr de novidades em atraso...
O que a vida tem mesmo de fantástico são as pessoas que passam por ela...

terça-feira, 29 de abril de 2008

Eu sou a emoção do perigo com risco calculado. Sou a gargalhada como regra e o sorriso tímido noutras tantas. Sou a vontade de quero-ainda-muito-mais-tudo.Sou um olhar de confiança a quem pede segredos. Sou amizade.Sou a minha casa. Sou os meus livros na cama.Sou um abraço inesperado. Sou a opção de ter de ser tudo e a recusa de ser só porque sim. Sou uma folha em branco de um caderno cheio para trás. Sou (hoje) calar para não magoar. Sou uma brincadeira excitante, uma palavra no ouvido e um beijo roubado. Sou uma boa conversa num fim de tarde. Sou a saudade de voltar a ser criança quando me canso de ser adulto.Sou orgulho. Sou racionalizar e procurar o lado bom das situações. Sou mais calor que frio, mais silêncio que brigas, mais ler que escrever. Sou mais ponderar que definir, mais presente que futuro, mais piano que flauta, mais calma que desespero, mais nervinhos que pânico. Sou mais esquerda que direita.Sou muito, mas muito mais emoção que razão. Sou prender lágrimas quando emocionado. Sou aprender. Sou ensinar. Sou filmes de manta no sofá em dias de Inverno. Sou o escuro do cinema. Sou a música calma em altos berros em dias de arrumações. Sou surpreender e ser surpreendido, ouvir palavras doces e elogios sinceros. Sou descobrir que tinha razão, sou descobrir que não a tenho. Sou eu mesmo.Gosto de saber quem sou.
E tu, quem és?"


Retirado do blog - Gostar à bruta

segunda-feira, 28 de abril de 2008

We're made out of blood and rust
Looking for someone to trust without a fight .
I think that you came too soon;
You're the honey and the moon that lights up my night.
Joseph Arthur - Honey and the moon

terça-feira, 22 de abril de 2008

Dia da Terra

Ao longo de cada ano, são vários os dias que celebram este ou aquele tema ambiental: a Água, a Floresta, a Conservação da Natureza...
Todos estes dias servem de pretexto para sensibilizar os cidadãos para a importância desses mesmos temas; para a necessidade de acção conjunta entre políticos e cidadãos, em nome da preservação do ambiente e melhoria da nossa qualidade de vida.

Dia 22 de Abril é o Dia da Terra. Do nosso Planeta. Este dia pode assim englobar todas as temáticas comemoradas no "calendário ambiental", constituindo uma excelente oportunidade para fomentar o início de projectos mais amplos nos domínios ambiental, com benefícios para todos.

Não encaremos o Dia da Terra como mais um dia em que se ouve o termo "ambiente" com maior frequência. Façamos mudanças significativas nos nossos hábitos e atitudes. Reflictamos: se algumas das acções nem são assim tão difíceis, se abunda a informação, porque é que ainda se não fazem sentir grandes diferenças?

Desafio-o(a) a si a mudar um hábito seu a partir de hoje. Várias sugestões podem ser encontradas aqui, ali e acolá.


domingo, 20 de abril de 2008

ABC do despacha....

Mandaram-me este e-mail e eu achei que poderia ser útil para algumas de vocês...
Trata-se de um mini kit de sobrevivência para aqueles rapazes que metem conversa com tudo o que mexe...
Cá vai:

Ele: Posso pagar-te uma bebida?
Ela : A bem dizer, prefiro que me dês o dinheiro...

Ele: Viva. Não nos encontramos já uma ou duas vezes?
Ela: Só pode ter sido uma. Eu nunca cometo o mesmo erro duas vezes.

Ele: Onde foste buscar tanta beleza?
Ela: Devem ter-me dado a tua parte...

Ele: Queres sair comigo no próximo sábado?
Ela: Lamento, vou estar com dor de cabeça.

Ele: Essa carinha deve dar a volta a muitas cabeças.
Ela : E essa deve dar a volta a muito estômago.

Ele: Acho que te podia fazer muito feliz.
Ela: Como? Vais-te embora?

Ele: Podes dar-me o teu nome?
Ela: Porquê? Não te deram já um?

Ele: Por onde tens andado que só agora te vi?
Ela: A enconder-me de ti.

Ele: Não nos encontramos já num lugar qualquer?
Ela: Já. Por isso é que eu nunca mais lá fui.

Ele: Este lugar está vago?
Ela: Está. E se te sentares, este também.

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Aguardo-te, embora nem sempre te espere. Mesmo quando pretendo que nada me sejas, aguardo-te inerte, junto a mesas partidas e a lâmpadas antigas, com traças pousadas no nariz e aranhas que desfiam as suas teias por entre as minhas falanges abertas. Aguardo que te rebentes como um dique e que inundes tudo à tua passagem, ensopando terras e arrastando telhados, na torrente inevitável que será desaguares-te em mim. Serei então o declive, a descida a pique num ângulo impossível, o resvalo mais perigoso e a zona estupidamente baixa para onde encaminharás as tuas águas passadas. Aqui, onde é sempre inverno e cheira a aventuras de piratas e ao lodo das marés, ser-me-ás presente. Aguardo que tenhas frio outra vez e que entre nós se sobreponha a tonelada de roupa que então não soubemos arrancar e que tentámos aligeirar com o rendilhado da adjectivação excessiva. Mas também aguardo o contrário: que esta promessa de estio me permita roçar vagamente o ombro no teu cotovelo distraído. Aguardo-te no ar que vou farejando como um perdigueiro, no ouvido de batedor experiente que tem dias colo ao chão e neste pau de vedor que seguro entre mãos e que teima em apontar para ti. Sabes que te aguardo (embora nem sempre te espere) e que um dia virás e cairás, por fim, exausto, nos meus braços de lama e que nos amaremos por entre os destroços da enxurrada, até que alguém nos resgate.
um dia este blog tem de dar um livro - http://www.umamoratrevido.blogspot.com/
Costuma dizer-se por aí que tempo é dinheiro... Tens troco para 120 min?
Me gustan los aviones, me gustas tu.
Me gusta viajar, me gustas tu.
Me gusta la mañana, me gustas tu.
Me gusta el viento, me gustas tu.
Me gusta soñar, me gustas tu.
Me gusta la mar, me gustas tu.
(...)
Me gusta la moto, me gustas tu.
Me gusta correr, me gustas tu.
Me gusta la lluvia, me gustas tu.
Me gusta volver, me gustas tu.
Me gusta la montaña, me gustas tu.
Me gusta la noche, me gustas tu.


Manu Chao - Me gustas tu

Chove desde ontem e eu gosto... A chuva que touxe com ela a cor cinzenta, um odor característico de terra molhada e um casaco apertado até ao último botão... depois vem aquele barulho das gotas de água a baterem contra o vidro fechado, quer seja o vidro do carro, do metro, ou da janela lá de casa... e como sabe bem ouvir a chuva forte lá fora enquanto estamos enroscados na manta do sofá ou quando estamos prestes a adormecer no quentinho dos lençóis... É a chuva que tantos compositores inspira, que refresca o ambiente à nossa volta, leva o calor embora e que penetra nos poros da pele, vai até aos nervos... A chuva faz vir pensamentos... E esses pensamentos podem ser refrescantes como ela própria...

quarta-feira, 16 de abril de 2008

Andar de metro no Porto até tem as suas coisas boas (e más...). Estava aqui a lembrar-me das coisas boas:
  • Depois de uma semana reconheçemos 1/3 das caras das pessoas que viajam conosco e já esboçamos um sorriso àquela menina pequenina que olha para nós curiosa.
  • Temos tempo para ler os jornais diários gratuitos ou para ler um livro.
  • Ouvimos música (a nossa ou, quando nos esquecemos de carregar o leitor, a de quem vai sentado ao nosso lado... lol... isto dava que falar...)
  • Tentamos decifrar pela cara o que fará aquela pessoa que se sentou à nossa frente e inventamos histórias estúpidas das quais nos rimos sozinhos...
  • Assistimos a cenas surreais (a melhor até agora foi a dum senhor bêbado de microfone na mão a tentar animar o pessoal que viajava no metro como se duma excursão de autocarro se tratasse, a pedir pra cantarmos com ele o refrão do "Aperta com ela" ).
  • Às vezes encontramos alguém conhecido e vamos lanchar.
(Hoje enquanto estavamos à espera do metro...)

Ela: "Estou farta desta greve do metro... Quem me dera que ainda tivesses o teu carro..."
Eu (suspirando e olhando para os 23 min que marcavam no relogio) : "Eu também... acredita..."